terça-feira, 18 de agosto de 2020

GALERIA DOS CAMPEÕES MUNDIAIS DE XADREZ - FISCHER

 

Dando sequência a nossa série de postagens sobre os campeões mundiais de xadrez, hoje iremos falar sobre o 11º campeão do mundo, aquele que é considerado por muitos especialistas como o mais genial enxadrista de todos os tempos: a lenda, o mito, o fenômeno Robert (Bobby) James Fischer

 

ROBERT JAMES FISCHER

 

Robert James Fischer, mais conhecido como "Bobby" Fischer, nasceu na cidade de Chicago (EUA), no dia 09 de março de 1943. Possuía ascendência alemã por parte do pai e suíça por parte da mãe. Aprendeu xadrez aos seis anos, com sua irmã Joan. A partir do momento em que conheceu o jogo, foi completamente absorvido por ele, a ponto de ficar obcecado pelo xadrez. Como todo prodígio, o garoto fez rápidos progressos. Aos 13 anos, em 1956, derrotou o MI Donald Byrne em uma partida brilhante, na qual deu mostras do seu extraordinário talento, e que ficou conhecida como "O jogo do século" (veja essa partida aqui). Em 1957, aos 14 anos, o adolescente residente no bairro do Brooklyn, em Nova Iorque, surpreendeu a todos vencendo o Campeonato Absoluto dos Estados Unidos, à frente do famoso GM Samuel Reshevsky, um dos melhores jogadores do mundo. Esse torneio fazia parte do ciclo do Campeonato Mundial, de modo que, ao vencê-lo, Bobby se classificou para jogar o Interzonal de Portoroz (Ioguslávia), o mais jovem jogador da história a conseguir essa façanha. Nesse Interzonal, Fischer finalizou em 6º lugar, conquistando o título de Grande Mestre, e, ao mesmo tempo, uma vaga para o Torneio de Candidatos. Na época (1958), Bobby tornou-se o mais jovem enxadrista da história a obter o título de GM, aos 15 anos de idade.  

 


No Torneio de Candidatos de 1959, disputado também na Ioguslávia, o jovem de 16 anos teria de enfrentar os jogadores da elite mundial, com exceção, é claro, do campeão do mundo, Botvinnik. Cada um dos 8 participantes deveria jogar quatro partidas contra os demais competidores, e nessa duríssima prova Fischer se portou dignamente. Embora ainda fosse muito jovem para vencer o torneio, ele se defendeu muito bem contra os melhores do mundo, terminando a competição em 5º lugar ex-aequo, juntamente com Gligoric. O campeão foi Mikhail Tal, que no ano seguinte arrebataria a coroa de Botvinnik. Enquanto no cenário internacional o jovem Fischer ainda não era capaz de sobrepujar a temível falange soviética, nos Estados Unidos sua supremacia era absoluta. Ele venceu o campeonato nacional oito vezes, em suas oito participações: 1957, 1958, 1959, 1960, 1962, 1963, 1965 e 1966. Em um desses torneios, o de 1963, Fischer foi campeão com 100% de aproveitamento (11 vitórias em 11 jogos!), um recorde impressionante. Depois de sua quarta vitória consecutiva nessa competição, foi realizado um encontro entre ele e Samuel Reshevsky, que se celebrou em 1961. O match havia sido programado para ter 12 jogos; no entanto, só foram disputadas 11 partidas, porque os adversários não chegaram a um acordo sobre o horário da partida final. Assim, o match Fischer vs. Reshevsky foi interrompido com a contagem empatada em 5,5 x 5,5 (duas vitórias para cada lado e sete empates), um resultado que, ao que parece, foi conveniente para ambas as partes. Em 1962, Fischer ratificou sua condição de membro da elite mundial ao vencer o Interzonal de Estocolmo, com 2,5 pontos à frente dos concorrentes mais próximos, os soviéticos Geller e Petrosian. Contudo, na etapa seguinte do ciclo do Campeonato Mundial, o Torneio de Candidatos de Curaçao, Bobby finalizou apenas em 4º lugar, distante dos melhores colocados, os soviéticos Petrosian, Geller e Keres. Esse fato deu origem a uma grande polêmica, pois Fischer acusou os "russos" (termo que ele usava para designar genericamente todos os soviéticos) de terem tramado um pacto contra ele, o que de fato se verificou. Acontece que os três soviéticos acima mencionados combinaram uma ardilosa estratégia para tentar conter o jovem prodígio norte-americano: eles economizavam suas forças, empatando rapidamente entre si, e concentravam seus esforços na tentativa de derrotar Fischer, que era obrigado a dar tudo de si nos seus enfrentamentos contra os perigosos adversários. Ao final da competição, Fischer protestou contra o que ele considerava ser uma trapaça, e criticou a fórmula de disputa do Torneio de Candidatos, negando-se a jogar novamente sob tais condições. Suas críticas foram divulgadas em várias publicações de xadrez ao redor do mundo, e surtiram o efeito desejado, porque a FIDE, acatando as reclamações, resolveu alterar as regras de disputa do ciclo seguinte, substituindo os torneios de pontos corridos por matches eliminatórios.
 
 
 


Em 1967, Fischer envolveu-se em mais uma polêmica: ao jogar o Interzonal de Sousse, na Tunísia, ele liderava a competição com ampla vantagem, porém entrou em conflito com os organizadores, por não concordar com as condições de disputa das partidas adiadas, e abandonou o torneio. Com a desistência de Fischer, o GM Bent Larsen ganhou o Interzonal, enquanto Fischer deu início a um período de cerca dois anos e meio de quase total inatividade. Depois desse período de ausência, seu retorno à arena internacional foi avassaladora: em março de 1970, ele integrou a equipe "Do Resto do Mundo", que enfrentou a equipe da União Soviética no primeiro "Match do Século". Jogando no tabuleiro n.º 2, Fischer derrotou o ex-campeão mundial Petrosian pelo placar de 3 x 1 (+2 =2). Depois, no final do mesmo ano, ele demonstrou grande superioridade sobre seus adversários no Interzonal de Palma de Mallorca, torneio que venceu com 3,5 pontos adiante do segundo colocado, Bent Larsen. A etapa seguinte rumo à conquista do título mundial foi a participação no Torneio de Candidatos de 1971. Seu primeiro encontro nessa competição teve lugar em Vancouver (Canadá), contra o GM soviético Mark Taimanov. Eles jogaram um match programado para 10 partidas, e o russo até conseguiu construir boas posições, porém não pôde resistir muito tempo aos recursos de seu adversário, e sucumbiu por 6 x 0, com o que o match foi finalizado antecipadamente. Seu oponente seguinte foi o dinamarquês Bent Larsen, que havia sido o único jogador a vencer Fischer em um Interzonal (em Sousse, 1967), e que por isso estava otimista. No entanto, apesar de fazer partidas equilibradas, ele também perdeu pela incrível contagem de 6 x 0, assim como Taimanov, resultado que causou assombro à comunidade enxadrística internacional. Até o circunspecto Botvinnik declarou que, se as coisas continuassem assim, teria que reconhecer que Fischer era uma espécie de gênio do xadrez (como se ele não fosse exatamente isso!). Na final do Torneio de Candidatos, foi a vez de Fischer massacrar o ex-campeão do mundo, Petrosian, pelo placar de 6,5 x 2,5 (+5 -1 =3), e com isso qualificou-se para jogar contra Spassky pela coroa. Finalmente havia chegado a oportunidade que Fischer havia esperado por quase toda a sua vida: havia chegado o momento de ele disputar o título de campeão mundial de xadrez! 

 

 

O encontro pelo título máximo teve lugar na capital da Islândia, Reykjavik, e foi certamente o mais conturbado da história. Desde o início das negociações para a realização do match, Fischer criou muitas dificuldades aos organizadores, graças à sua postura intransigente e suas exigências excessivas, algumas nada razoáveis. Primeiro recusou-se a jogar na Islândia, alegando que desejava jogar em Belgrado (Iugoslávia) ou no continente americano. Depois, fez reclamações relativas ao fundo de prêmios, exigindo que a premiação de R$ 125.000 dólares (sem precedentes até então!) fosse aumentada. Felizmente, o então Presidente da FIDE, Max Euwe, demonstrou firmeza e exerceu sua autoridade, escolhendo a Islândia para sediar o encontro e determinando que o Campeonato Mundial deveria começar no dia 02 de julho de 1972. Além disso, ele ameaçou desclassificar Fischer caso ele não comparecesse para jogar o match. Em plena Guerra Fria, o mundo do xadrez e o público em geral acompanhavam com grande ansiedade os preparativos para o duelo histórico entre o russo Spassky e o norte-americano Fischer, mas ninguém sabia se Bobby iria jogar. Em 02 de julho, a data marcada para o início, os envolvidos estavam prontos e aguardavam a chegada de Fischer, que não apareceu. Na cerimônia de abertura, estavam presentes o Presidente da Islândia, o Presidente da FIDE, ministros, embaixadores, o árbitro Lothar Schmid, jornalistas, Spassky e seus ajudantes, enfim, todos - menos Fischer. Para não ter que desclassificá-lo, Euwe habilmente negociou com a delegação soviética um adiamento, dando um ultimato a Fischer e exigindo que ele se apresentasse para jogar até o meio-dia de 04 de julho. Ele conseguiu cumprir o prazo por pouco, e quando desembarcou no aeroporto de Reykjavik, uma multidão de fãs e autoridades islandesas esperava para recebê-lo, mas Bobby ignorou a multidão e rapidamente entrou no carro oficial, que o conduziu até o hotel. Somente uma semana depois da sua chegada, no dia 11 de julho de 1972, finalmente os oponentes se sentaram diante do tabuleiro para o início da épica batalha que estava por vir!

 

Spassky vs. Fischer - Match de 1972
 

Quando o match teve início, o primeiro jogo terminou com vitória de Spassky, após um erro incompreensível de Fischer: num final de bispos e peões completamente igualado, ele tomou o peão de h2 com seu bispo, permitindo na sequência que o bispo fosse cercado e capturado. Para piorar sua situação, ele fez exigências descabidas aos organizadores, e, como não foi atendido, não compareceu para jogar a segunda partida, perdendo por W.O. O futuro do campeonato estava ameaçado, e todos temiam, inclusive o próprio Spassky, que Fischer abandonasse a competição. Foi muito complicado convencê-lo a voltar ao tabuleiro, mas o match prosseguiu, e nas oito partidas seguintes, Fischer venceu cinco e empatou três, ultrapassando o campeão mundial no placar. Depois disso vieram mais 11 partidas, nas quais Spassky realizou intensos esforços na tentativa de conter o bom momento de Fischer, todavia não teve sucesso... o desafiante assumiu magistralmente o controle das ações, e depois de perder a 11ª partida, ganhou a 13ª e a 21ª, vencendo o confronto por 12,5 x 8,5 (+7 -3 =11) e proclamando-se o novo campeão mundial. Como já dissemos em outras ocasiões, esse encontro entre os dois grandes campeões se revestiu de enorme importância histórica, uma vez que simbolizava o embate entre a União Soviética comunista, possuidora do título mundial desde o período pós-guerra, e os Estados Unidos capitalista: com a conquista do título, Bobby se transformaria em um herói no Ocidente! Depois desse feito extraordinário, alguns opinavam que Fischer seguiria sendo invencível até o ano 2000, mas, do mesmo modo que seu compatriota Morphy no século XIX, ele abandonaria a cena no auge da glória: após subir ao trono do xadrez, ele não jogou mais nenhum torneio, passando a viver recluso e a apresentar sintomas de distúrbios mentais. Como se isso não bastasse, ele se recusou a defender seu título frente ao desafiante Anatoly Karpov, que foi coroado campeão mundial em 1975, sem precisar enfrentar o seu antecessor, um caso único na história do xadrez. A abdicação de Fischer causou uma profunda decepção aos seus admiradores espalhados ao redor do mundo. Somente em 1992, para surpresa de todos, ele quebraria o isolamento voluntário para disputar um segundo match contra seu velho rival Spassky. Essa experiência recorda os decepcionantes "remakes" do cinema: mais uma vez Fischer se impôs a Spassky, que já não pertencia à elite mundial, contudo ficou evidente que ele já não tinha nível suficiente para lutar contra os melhores Grandes Mestres. Depois dessa tentativa de retorno aos tabuleiros, ele novamente desapareceu, mergulhando nas sombras da obscuridade.

 

Spassky vs. Fischer - Match de 1992
 

Fischer foi sem dúvida um dos maiores gênios da história do xadrez. Como jogador, foi excepcionalmente talentoso e merecedor de toda a nossa admiração, mas, como ser humano, era uma pessoa difícil e problemática. Costumava ser intransigente e protestar contra qualquer fator que ele julgasse incômodo ou insatisfatório nos torneios: ruído excessivo, iluminação deficiente, premiações modestas, dentre outros. A humildade definitivamente não era uma de suas virtudes, e muitas vezes ele recebeu críticas por causa de atitudes arrogantes e até mesmo desrespeitosas para com seus colegas de profissão, árbitros e organizadores, além de ter mantido relações conflituosas com alguns periodistas. Sua personalidade difícil alimentou muitas rixas e intrigas, contribuindo para reforçar sua impopularidade. Outro fato digno de nota é que Fischer sempre teve uma postura ambígua com relação a suas origens judias (ele era judeu por parte de mãe), chegando a protagonizar manifestações de antissemitismo. Quanto ao seu estilo de jogo, o gênio norte-americano combinava o talento natural de Capablanca com a capacidade de trabalho de Alekhine. Seu estilo era direto e objetivo, um "xadrez clássico simples", na definição de seu colega Robert Byrne. Valorizava a força do par de bispos, e sua grande perícia técnica lhe permitia conseguir pequenas vantagens a partir de posições simples. Dominava seus rivais em todos os terrenos, inclusive no campo psicológico, e jogava quase sempre para ganhar, desprezando os empates rápidos. Sua única debilidade, segundo Spassky, residia em uma relativa dificuldade para captar o momento crucial da partida. Seu repertório de aberturas era mais reduzido do que o dos demais Grandes Mestres da elite, mas ele o conhecia perfeitamente bem. De brancas, costumava jogar 1. e4 quase que invariavelmente ("comprovadamente o melhor", como ele mesmo declarara), embora também tenha aberto o jogo com 1. Cf3, c4 ou b3 em algumas ocasiões. Com as negras, usava exclusivamente a Variante Najdorf da Siciliana contra a abertura do peão do rei, que ele manejava com maestria, e contra o lance 1. d4 suas réplicas preferidas eram a Defesa Índia do Rei e a Defesa Grünfeld. Apesar de ser um jogador moderno, Fischer se inspirava nos pioneiros do xadrez e nos mestres do século XIX, utilizando nas aberturas ideias de Steinitz, Charousek, Staunton e outras celebridades enxadrísticas do passado. Nos seus últimos anos de vida, impossibilitado de voltar aos Estados Unidos em razão de problemas com a justiça daquele país, passou a viver na Islândia, onde obteve a cidadania. Bobby Fischer faleceu em 17 de janeiro de 2008, aos 64 anos, por coincidência o mesmo número de casas do tabuleiro de xadrez.

E agora, como temos feito até aqui com todos os homenageados da série Galeria dos Campeões Mundiais de Xadrez, vamos exibir o vídeo de uma grandiosa partida de Bobby Fischer, disputada no Interzonal de Palma de Mallorca (1970), em que ele, empregando uma abertura irregular (1. b3), consegue obter uma vitória técnica contra o mais forte enxadrista brasileiro de todos os tempos, o GM Henrique Mecking.

 

 

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

UMA FOTO DE D'AGOSTINI!

 

No dia 09 de abril deste ano, publiquei uma postagem intitulada "O misterioso D'Agostini" (leia aqui), na qual comentei o estranhamento que me causava o fato de eu nunca ter encontrado em minhas pesquisas, nem na internet e nem em livros e revistas de xadrez, nenhuma foto ou registro de partida jogada pelo Mestre Nacional Orfeu Gilberto D'Agostini. Tal fato é digno de nota, ainda mais porque o Dr. Orfeu foi, durante muitos anos, uma das mais importantes personalidades do enxadrismo nacional, autor do clássico livro Xadrez Básico, manual de inestimável valor, que contribuiu para a formação de várias gerações de enxadristas, e colunista do jornal Diário de São Paulo por mais de três décadas. Para minha surpresa, recentemente o MI Herman Claudius van Riemsdijk, enxadrista brasileiro nascido na Holanda, publicou em seu perfil do Facebook uma foto rara, capturada no ano de 1941, em que D'agostini, ainda jovem, aparece atuando como um dos árbitros do torneio internacional de Águas de São Pedro (SP). Pelo que pude averiguar, esse evento ocorreu no período de 02 a 26 de julho de 1941, e foi o primeiro torneio internacional realizado no Brasil, sendo vencido pelo Grande Mestre alemão Erich Eliskases. Tendo em vista a raridade e a relevância dessa imagem histórica, tenho a satisfação de compartilhar esse precioso achado com os leitores do blog. Na foto abaixo, o MI Herman identifica Orfeu D'Agostini como sendo o homem de pé, vestido de branco, que tem nas mãos uma prancheta com anotações. De acordo com uma sucinta biografia de D'Agostini disponível no site Wikipédia, o autor do Xadrez Básico nasceu no ano de 1922, portanto deveria ter por volta de 19 anos na época da foto. O outro homem de pé, observando o desenrolar da partida, foi identificado como sendo o GM argentino Carlos Guimard. O jogador da direita foi identificado como sendo Arrigo Prosdocimi, que fora campeão paulista e gaúcho de xadrez, mas o MI Herman tem dúvidas sobre a identidade do jogador da esquerda (possivelmente seja o chileno Julio Salas Romo). Que relíquia, amigos!

 

D'Agostini é o árbitro que está de pé, de roupa branca, no centro da foto
 

sábado, 15 de agosto de 2020

SEÇÃO BATE & REBATE #2

 

Conforme anunciado em nossa última publicação, hoje iremos apresentar aos leitore(a)s do blog Batalha de Mentes a entrevista feita por Joaquim Virgolino com uma jogadora internacional! É isso mesmo, meus amigos e amigas... Joaquim mantém contatos com enxadristas não só do Brasil, mas também do exterior, demonstrando assim que o seu amor pela Arte de Caíssa rompe as fronteiras dos diferentes países! E agora, nesta segunda postagem da seção Bate & Rebate, temos a satisfação de revelar o nome da nossa convidada: é a enxadrista Marcela Colautti, da Argentina, a quem agradecemos pela disponibilidade e gentileza de nos conceder esta entrevista. 

 

 

 

NOME: Marcela Fabiana Colautti

IDADE: 36 anos

PROFISSÃO: Empresária

CIDADE NATAL: Sunchales

NACIONALIDADE: Argentina   


 

01 - Qual é a sua cor favorita? R.: Azul.

02 - Comida de que mais gosta? R.: Sushi.

03 - Bebida preferida? R.: Vinho Cabernet.

04 - Um fime inesquecível? R.: A sociedade dos poetas mortos.

05 - Qual o livro de xadrez mais interessante que você já leu? R.: A Defesa Francesa, do GM Viktor Moskalenko.

 

 

06. Estilo musical preferido? R.: Nenhum em especial, eu gosto de todo tipo de música.

07. Qual o seu maior medo? R.: Morrer sem ter cumprido meus objetivos.

08. Um sonho? R.: Fazer uma viagem ao redor do mundo com minha família.

09. Quais as três pessoas que você adoraria convidar para jantar? R.: Sempre meus três favoritos, meu marido e meus filhos.

10. Quem é o seu jogador de xadrez favorito? Acho que é impossível não escolher ele, Garry Kasparov.

 

 

11. Seu maior defeito? R.: A ansiedade.

12. Uma atriz ou ator? R.: Julia Roberts, Robbie Williams.

13. Pelé ou Maradona? R.: Maradona, sem dúvida! Que pergunta... rsrs.

14. Qual ensinamento ou princípio do xadrez é útil na sua vida cotidiana? R.: A capacidade de raciocinar ou avaliar além de uma situação, a possibilidade de encontrar várias soluções para um problema, acho que nesse ponto o xadrez tem me ajudado muito.

15. O que você salvaria da sua casa se ela estivesse pegando fogo? (Apenas duas coisas) R.: Esta pergunta é muito difícil, pois gosto de muitas coisas que tenho, acho que seriam os documentos e o celular.

 

 

16. O que você aprecia em uma pessoa? R.: Honestidade, humildade e lealdade acima de tudo.

17. Existe alguma coisa que você gostaria de aprender? R.: Sim, a falar inglês.

18. Quem é Deus para você? R.: Alguém em quem acredito, embora não O veja.

19. Seu ídolo? R.: Tem várias pessoas que me parecem incríveis e que eu admiro. Meus pais são dois daqueles que considero.

20. Um arrependimento? R.: Não sou de me arrepender, só acho que deveria ter viajado bastante quando era mais jovem.

21. Que animal você seria? R.: Um tigre.

22. Marcela Colautti por Marcela Colautti R.: A palavra seria tenaz, pois eu nunca desisto. Uso esta frase tatuada: "Nunca desista", que fala de mim. Procuro sempre ir ao fundo de uma questão, e se não prosperar, sei que tentei.

 

 

 

Chegamos ao fim de mais uma entrevista, amigo(a)s. Espero que tenham gostado. No próximo sábado iremos publicar mais uma, desta vez com uma jogadora brasileira, que tem também o seu lugar de destaque no cenário enxadrístico nacional. E agora, em homenagem à nossa simpática "hermana" Marcela, vamos encerrar esta postagem publicando o vídeo de um tango, gênero musical muito apreciado na Argentina. Obrigado a todo(a)s pela atenção e até breve!  



sexta-feira, 14 de agosto de 2020

BATE & REBATE TERÁ PARTICIPANTE INTERNACIONAL!

 

A seção Bate & Rebate, idealizada pelo maestro Joaquim Virgolino de Esperança-PB, e que estreou aqui no blog sábado passado, com a entrevista da WFM pernambucana Ramyres Coelho (veja aqui), contará com a participação de uma jogadora estrangeira na próxima postagem, que será publicada amanhã (15/08). Amanhã vocês ficarão sabendo o nome dessa enxadrista, que gentilmente aceitou conceder uma entrevista ao Batalha de Mentes, graças à intermediação do nosso amigo Joaquim, a quem parabenizo pela iniciativa e pelo esforço que tem feito para manter contato com vários enxadristas do Brasil e do exterior, com o objetivo de coletar informações para as entrevistas. É bom que se diga que nem todas as pessoas com quem tentamos contato se dispõem a colaborar conosco, principalmente entre os homens, mas procuramos seguir em frente, perseverando nesta nossa missão de difundir o xadrez. Lembramos ainda que, passada essa primeira fase de entrevistas já organizadas pelo nosso colaborador Joaquim, pretendemos ampliar o círculo de entrevistados, convidando para participar da seção Bate & Rebate alguns amigos e amigas do cenário enxadrístico paraibano, a exemplo de Maria do Céu, Fagner Lima, Valdemiza Gurgel, Antônio Dutra, Ubirajara Barros, Patrícia Magda, o próprio Joaquim Virgolino, dentre outros. Até amanhã, amigo(a)s! 

 

 

PENSAMENTO DO DIA

 

"Não tenha medo de perder, tenha medo de jogar uma partida e não aprender algo" (NM Dan Heisman¹).

 

Dan Heisman (1950 -      )
 

¹Dan Heisman é Mestre Nacional, autor e instrutor da Federação de Xadrez dos Estados Unidos. 

 

quinta-feira, 13 de agosto de 2020

LASKER, O LUTADOR

 

O segundo campeão mundial de xadrez, o alemão Emanuel Lasker, foi um jogador excepcional em vários sentidos. Além de exibir o domínio de todas as fases do jogo, ele foi o primeiro enxadrista do qual se tem registro a utilizar o método psicológico para obter vantagem e superar seus oponentes. Por meio do conhecimento das preferências e do estilo dos diferentes adversários, ele conseguia encontrar os pontos fracos de cada um deles e jogar em função desse fator. Outra característica marcante de Lasker era sua grande habilidade defensiva, que o fazia seguir lutando em situações nas quais outros já teriam desistido. O diagrama abaixo, retirado do livro O xadrez dos Grandes Mestres: 400 conselhos para melhorar seu nível enxadrístico, dos espanhóis A. L. Manzano e J. M. González, ilustra bem o que estamos afirmando:

 

Lasker x Tarrasch - São Petersburgo (1914)
 

Os comentários e análises a seguir também foram retirados da obra supracitada:

Na posição do diagrama, Tarrasch pensou que Lasker abandonaria, já que sua vitória parecia assegurada. Mas Lasker se superou, como era seu costume, e conseguiu o empate. Vejamos como prosseguiu a partida:

1. h4 Rg4!   

Caso contrário, perderia rapidamente com qualquer avanço de peão. Se 1. ... a4 2. bxa4 bxa4 3. h5 c4 4. h6 a3 5. bxa3 c3 6. h7 c2 7. h8=D c1=D, no mínimo, haveria empate.

2. Rg6!

Ganha um tempo precioso, já que as pretas não têm outro remédio senão capturar o peão branco da torre, porque ameaça h5. Tarrasch só havia considerado a seguinte variante: 2. Rf6 c4 3. bxc4 bxc4 4. Re5 c3! 5. bxc3 a4, e o peão preto não poderia ser detido.

2. ... Rxh4 3. Rf5 Rg3 

Agora não seria válida a manobra 3. ... c4 4. bxc4 bxc4 5. Re4 c3 6. bxc3 a4? (podia, entretanto, haver empate com 6. ...Rg5 7. Rd5) 7. Rd3 a3 8. Rc2 a2 9. Rb2, e o rei detém o peão preto.

4. Re5 Rf2 5. Rd5 Re3 6. Rxc5 Rd3 7. Rxb5 Rc2 8. Rxa5 Rxb3 e ocorre empate.

 

E então amigo(a)s, gostaram dessa aula de finais e de maestria defensiva ministrada por Lasker??


segunda-feira, 10 de agosto de 2020

SEÇÃO MEMÓRIA

 

No dia 10 de agosto de 1877, há 143 anos, nascia em Nova Iorque Frank James Marshall, um dos melhores enxadristas do mundo nas duas primeiras décadas do século XX. Ele foi campeão dos Estados Unidos de 1909 a 1936. Quando tinha 8 anos, mudou-se com sua família para Montreal, no Canadá, onde aprendeu a jogar xadrez com seu pai. A partir do momento em que ele teve contato com o jogo, não parou mais de jogar, e tornou-se tão entusiasta do xadrez que costumava levar um tabuleiro portátil para a cama, a fim de poder estudar situações que lhe ocorressem a qualquer momento. Aos 14 anos, conquistou o primeiro lugar em um torneio realizado no Montreal Chess Club. Sua estreia no enxadrismo internacional se deu em 1899, quando viajou a Londres e ganhou um torneio de Candidatos a Mestres. Alcançou seu maior êxito competitivo no torneio de Cambridge Springs (EUA), de 1904, onde conquistou o 1º lugar. Convém destacar que ele foi um dos cinco jogadores a serem condecorados pelo czar Nicolau II, da Rússia, com o título honorífico de "Grande Mestre", por sua atuação no torneio internacional de São Petersburgo, em 1914. Marshall teve uma trajetória enxadrística longa e vitoriosa, pois, de 1899 até o final da sua carreira, participou com sucesso de praticamente todos os torneios internacionais importantes. Em 1936, após 27 anos como campeão do seu país, Marshall decidiu não voltar a disputar o título nacional, abrindo espaço aos mais jovens e permitindo que Samuel Reshevsky se alçasse ao primeiro plano do xadrez estadunidense. Marshall escreveu diversos livros, tais como Chess Step by Step e Comparative Chess. Muitos prêmios e troféus lhe foram dedicados; o famoso Marshall Chess Club, localizado em Nova Iorque, foi fundado em sua homenagem.

 

Frank James Marshall (1877-1944)
 

Os críticos fazem notar que Marshall foi um tático por excelência, que desprezava o jogo defensivo. Reuben Fine dizia que "o ataque era seu grito de guerra, e se lhe dessem 'metade de uma chance' Marshall a ele [ao ataque] se lançaria com fúria incansável". Fred Reinfeld, por sua vez, declarou que Marshall "jogava mais por instinto do que por cálculo; onde outros analisavam afanosamente, ele intuitivamente percebia possibilidades ocultas". Como consequência, comenta Fine, "as partidas de Marshall são sempre deleitáveis". Por fim, ressalto que, na opinião de alguns estudiosos do nobre jogo, Marshall foi o autor da mais bonita jogada já realizada sobre um tabuleiro de xadrez, opinião com a qual estou de acordo. Estou falando do espetacular e surpreendente lance 23. ...Dg3!!! (ver diagrama abaixo), ocorrido na sua partida contra Levitsky, jogada em Breslau (1912). Nessa brilhante partida, Marshall coloca sua dama sob o ataque de dois peões e da dama adversários! Evidentemente essa é a jogada vencedora, pois qualquer captura levava inevitavelmente à derrota das brancas. Conta-se que, após o abandono de Levitsky, o público se pôs de pé e começou a lançar moedas de ouro (!!) sobre o tabuleiro, em sinal de reconhecimento à genialidade do mestre estadunidense!

 

Posição da partida Levitsky x Marshall após 23. ...Dg3!!
 

Frank James Marshall, enxadrista excepcional, tático brilhante, lutador tenaz e cavaleiro do tabuleiro, faleceu em Nova Iorque, em 9 de novembro de 1944, aos 67 anos de idade.

 

domingo, 9 de agosto de 2020

HOMENAGEM AO DIA DOS PAIS

 

Ser pai não é só gerar vidas, mas amar, cuidar e acima de tudo dar muito carinho, atenção e ser um formador de caráter! Feliz Dias dos Pais a todos!!

sábado, 8 de agosto de 2020

SEÇÃO BATE & REBATE #1

 

Meus amigos e amigas, conforme foi anunciado em postagem da última quinta-feira, hoje estaremos inaugurando uma nova seção neste blog, que foi idealizada pelo nosso amigo e grande entusiasta do xadrez, Joaquim Virgolino Filho. Trata-se da seção Bate & Rebate, cujo objetivo é trazer aos nosso(a)s leitore(a)s entrevistas com respostas curtas, no formato "pingue-pongue", com figuras de destaque no cenário enxadrístico regional e nacional, a fim de possibilitar que esse(a)s jogadore(a)s se tornem mais bem conhecido(a)s pela comunidade enxadrística. Um detalhe importante sobre as entrevistas é que as perguntas não terão como assunto apenas o xadrez, mas também abordarão assuntos de cunho pessoal, possibilitando assim que conheçamos um pouco melhor a pessoa por trás do(a) enxadrista. A nossa ideia é, futuramente, ampliar o círculo de entrevistado(a)s da seção Bate & Rebate, de modo a incluir também enxadristas menos renomados, sem tanto potencial competitivo, mas que não deixam de ter o seu valor como aficionados e assíduo(a)s cultore(a)s da Arte de Caíssa. Quando isto acontecer, daremos  preferência, é claro, aos jogadore(a)s paraibanos, que são aquele(a)s com quem temos maior contato e proximidade.

E agora, para inaugurar nossa nova seção, iremos apresentar uma entrevista com a musa do xadrez nordestino, a talentosa WFM pernambucana Ramyres Coelho, enxadrista que detém vários títulos de grande magnitude: Campeã Nordestina Escolar (2007), Campeã Brasileira Escolar (2007), Campeã Panamericana Escolar (2007), Campeã Brasileira Sub-14 (2012), Campeã Mundial Escolar (2013), para citar os principais. Recentemente, no final do mês de julho, ela venceu o I Nordestão Feminino de Xadrez On-Line, conquista divulgada neste blog (leia aqui). Lembro que a entrevista foi realizada pelo maestro Joaquim Virgolino, a quem agradecemos mais uma vez pelo incansável trabalho em prol da difusão do jogo dos reis. Agradecemos também à jovem Ramyres, pela disponibilidade e gentileza de conceder esta entrevista.


NOME: Ramyres Santana Coelho

IDADE: 22 anos

PROFISSÃO: Policial Militar

CIDADE NATAL: Petrolina-PE

 

01 - Qual é a sua cor favorita? R.: Cinza.

02 - Comida de que mais gosta? R.: Cachorro-quente.

03 - Bebida preferida? R.: Água.

04 - Um fime inesquecível? R.: Harry Potter.

05 - Qual o livro de xadrez mais interessante que você já leu? R.: Os livros da coleção Xadrez Vitorioso, do GM Yasser Seirawan.

 

 

06. Uma música que marcou sua vida? R.: Who you are, de Jessie J.

Obs.: Conheça a música escolhida pela entrevistada assistindo ao vídeo a seguir: 


07. Qual o seu maior medo? R.: Perder quem eu amo.

08. Um sonho? R.: Me tornar WGM!

09. Quais as três pessoas que você adoraria convidar para jantar? R.: Judit Polgar, Emma Watson e Magnus Carlsen.

10. Uma partida ou lance inesquecível de alguma lenda do xadrez? Partida Supi x Carlsen, que entrou para a história do xadrez.

 

 

11. Quem é o seu jogador de xadrez favorito? R.: Magnus Carlsen.

12. Seu maior defeito? R.: Impulsividade.

13. Uma atriz ou ator? R.: Will Smith.

14. Estilo musical preferido? R.: MPB/Pop.

15. Eu não tiro o chapéu para... R.: Darcy Lima.

 

 

16. Qual ensinamento ou princípio do xadrez é útil na sua vida cotidiana? R.: Tomada de decisão, estratégia e cálculo.

17. O que você salvaria da sua casa se ela estivesse pegando fogo? (Apenas duas coisas) R.: Celular e minha cama... rsrs.

18. O que você aprecia em uma pessoa? R.: Bondade, inteligência.

19. Existe alguma coisa que você gostaria de aprender? R.: A tocar instrumentos musicais.

20. Ramyres Coelho por Ramyres Coelho: R.: Resiliência.

 

 

E assim amigo(a)s, chegamos ao fim da primeira entrevista da Seção Bate & Rebate, com a bela e vitoriosa WFM Ramyres Coelho, esperamos que vocês tenham gostado. No próximo sábado publicaremos uma nova entrevista, com mais uma "fera" dos tabuleiros... até lá!

 

sexta-feira, 7 de agosto de 2020

QUAL O MAIOR GÊNIO DA HISTÓRIA DO XADREZ?*

 

Esse tipo de pergunta sempre causa polêmica, mas sinceramente nesse caso estou convencido de que há uma resposta irrefutável. Alguns vão dizer que é um exercício fútil, mas se isso estimular o estudo dos clássicos e mais conhecimento enxadrístico, então estou feliz.

Para você, qual o maior gênio da história do xadrez?

Pode contar todo mundo, em todas as épocas. Dizem, por exemplo, que Da Vinci era um bom enxadrista. Dizem tanta coisa sobre ele, será que isso é verdade? Ou você pode ter pensado em Morphy - o furacão que assolou a Europa e parou de jogar xadrez tão cedo. Ou Capablanca, tido como um dos mais talentosos. Fischer, Kasparov, Carlsen. Quem você quiser.

O maior gênio da história do xadrez não é nenhum deles. É François-André Danican Philidor, compositor e enxadrista que viveu no século 18.

O que Philidor fez é algo incomparável. Além de ter sido um dos maiores compositores franceses do seu tempo, ele não tinha rivais no xadrez. Só isso já o colocaria entre os grandes. Mas não é isso que impressiona mais.

Ele escreveu um livro, “Analyse du jeu des Échecs”, que por pelo menos 100 anos foi o livro de xadrez mais importante no mundo. Foi estudado pelo Morphy, dentre tantos outros.

Ele criou uma Defesa que até hoje é jogada e que leva seu nome. Recentemente o Dubov ganhou do Carlsen com a Defesa Philidor (veja aqui).

Ele também descobriu posições importantes de finais de torres, principalmente a técnica defensiva que leva seu nome (veja aqui).

Tudo isso é incrível, mas o que mais impressiona são as análises dele no final de Torre e Bispo x Torre, o final teórico mais difícil do xadrez. Na semana passada revisamos, para o curso de finais, a técnica para ganhar esse final. Essa técnica é absurdamente difícil, envolve lances de espera, xeques intermediários e uma manobra de bispo para tirar as casas da torre que defende. É difícil de entender até analisando com o computador.

Philidor analisou tudo isso no século 18. Descobriu quais as posições mais importantes para entender o final, analisou tudo sem nenhum erro - suas análises são usadas até hoje como referência. Sem super computadores, sem ficar teclando espaço para a engine sugerir um lance. Tudo isso no tempo livre do seu trabalho musical.

Eu afirmo sem nenhuma dúvida: Philidor foi o maior gênio da história do xadrez.

  

*Texto de autoria do GM Rafael Leitão.

 

Philidor (1726-1795)

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

NOVA SEÇÃO NO BLOG


Prezado(a)s amigo(a)s, estamos de volta após uma pausa de quase uma semana sem postagens, que foi motivada por acúmulo de trabalho home office. Agora que as coisas estão um pouco mais sossegadas, tenho a satisfação de abrir as publicações do mês de agosto anunciando a criação de uma nova seção aqui no blog Batalha de Mentes, que se chamará Seção Bate & Rebate. A ideia de criar essa seção partiu do nosso amigo Joaquim Virgolino, de Esperança. Joaquim apresenta um programa de rádio na sua cidade, e nesse programa ele exibe um quadro em que faz perguntas aos seus convidados, que devem respondê-las com apenas uma ou com poucas palavras, daí o nome Bate & Rebate. Nossa intenção é adaptar esse quadro do programa de rádio aqui para o blog, expondo algumas entrevistas no formato "pingue-pongue" que Joaquim já vem preparando, e que estão sendo concedidas por algumas figuras de destaque do xadrez regional e nacional! Agradecemos a Joaquim pela excelente ideia e pela sua disponibilidade de colaborar para a criação de conteúdo em nosso blog, e informamos que em breve estaremos inaugurando a seção Bate & Rebate com a entrevista de uma jogadora de grande talento e muito querida aqui no Nordeste... aguardem!