domingo, 22 de dezembro de 2019

SOLUÇÃO DO EXERCÍCIO 2


Na última quarta-feira, publicamos o diagrama de uma posição ocorrida em uma partida jogada pelo ex-Campeão Mundial Boris Spassky, e na ocasião perguntamos qual o lance vencedor para as negras. Vamos examinar a posição mais uma vez:


Andruet vs. Spassky - Jogam as negras e ganham


E então amigo(a)s, conseguiram encontrar a solução do exercício? Confesso que eu não consegui. Percebam que o jogador das negras (Spassky) possui uma peça a mais, e por conseguinte melhores condições de ataque. Vejamos como Spassky arrematou a partida:
  

1... Df3! (ameaçando mate) 2.gxf3 Cexf3+ 3. Rh1 Bh3 4. Tg1 Ta1 5. Tee1 Txe1 6. Bf1
Se 6. Cf1 Cxg1 7. Rxg1 Cf3+ 8. Rh1 Te5 9. Dd3 Tg5, com mate inevitável em g1.
6... Cxg1 7.Rxg1 Cf3+ 8. Rh1 Bxf1 9. Cxf1 Txf1+ 10. Rg2 Ce1+ 11. Rxf1 Cxc2 e ganham. 

Uma magnífica sequência de ataque de Spassky, que exigiu do seu executor um cálculo preciso de variantes após a entrega da dama... bravo!
 

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

XADREZ E HUMOR


Quem nunca esteve em uma posição com vantagem ou mesmo vitoriosa e terminou fazendo um lance ridículo que estragou a partida, que atire a primeira pedra!😄😄😄


quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

OS REIS SEM COROA - PAUL KERES


Dando continuidade a nossa série "Os reis sem coroa", dedicada aos enxadristas mais fortes da história que não chegaram a se tornar campeões mundiais, hoje falaremos um pouco a respeito da vida e da carreira do brilhante Grande Mestre estoniano Paul Keres. Vamos lá!


PAUL KERES


Paul Petrovich Keres nasceu na cidade de Narva (Estônia), em 07 de janeiro de 1916. Talvez ele seja o mais forte jogador da história que não chegou a ser Campeão Mundial, tanto é que recebeu o título de "Príncipe coroado". Seu estilo se caracterizava, no princípio da sua carreira, por um jogo agressivo, acompanhado de ousadas combinações, para depois ir se tornando, gradualmente, mais repousado e posicional. 


O jovem Keres


O maior êxito competitivo da carreira de Keres foi a sua vitória no lendário torneio de AVRO, realizado em 1938, na Holanda, e que contou com a presença dos 8 mais fortes enxadristas do mundo na época: além de Keres, participaram do torneio o então Campeão Mundial Alekhine, os ex-Campeões Mundiais Euwe e Capablanca, o futuro Campeão Mundial Botvinnik, e mais Fine, Reshevsky e Flohr. Diante desses formidáveis adversários, a vitória do jovem estoniano de apenas 22 anos surpreendeu o mundo do xadrez, e ele passou a ser visto como uma nova estrela do xadrez internacional. Além de AVRO, Keres venceu outros fortes torneios do final da década de 1930, mas o advento da Segunda Guerra Mundial acabou com suas esperanças de desafiar Alekhine pela disputa da coroa. Após a Guerra, ele foi candidato ao Campeonato Mundial por sete vezes, mas nunca conseguiu chegar às finais, com exceção da sua participação no match-torneio de 1948, quando finalizou a competição em 3º lugar, empatado com Reshevsky. Infelizmente, a vida pessoal de Keres foi marcada por infortúnios que atrapalharam sua trajetória enxadrística. Eis o que escreve Kasparov no 2º volume de Meus Grandes Predecessores:

"O fato de que Keres não tenha chegado a jogar um match pelo campeonato do mundo foi uma lástima para o xadrez, uma espécie de brincadeira perversa do destino. Que outro jogador esteve, durante tantos anos - um quarto de século a partir do Torneio AVRO - tão perto de conquistar a coroa? Porém, sempre lhe faltou um pouco de sorte. Como escreveu a imprensa, 'a tragédia de Keres nos ciclos de candidatos foi que, cada vez, quando jogava muito bem, havia outro participante que jogava ainda melhor ou, simplesmente, que era mais sortudo'.
Parece que algo em seu caráter impediu Keres de se tornar campeão do mundo. Era uma pessoa inteligente, de modos suaves, um autêntico cavalheiro. Porém, nos momentos decisivos, às vezes perdia os nervos. Tanto o pesadelo da guerra, como o terror do pós-guerra, temendo ser preso, seguramente deixaram sua marca nele. Jogar depois do que havia sofrido devia ser difícil. Creio que, se a Estônia não tivesse feito parte da União Soviética, Keres teria sido um considerável perigo para os jogadores soviéticos. Talvez (tendo em conta a experiência de Kortchnoi) tivesse devido desertar ao Ocidente em 1944. Em tal caso, teria se tornado o desafiante número 1 e o match-torneio de 1948 poderia haver tido um desenlace diferente".  


Monumento em homenagem a Keres localizado em sua cidade natal


Keres também se notabilizou como um excelente teórico, e juntamente com Euwe é considerado o melhor autor de textos relacionados com a teoria das aberturas. Ele continuou disputando competições até 1975. Faleceu no dia 05 de junho daquele ano, vítima de um ataque cardíaco, e sua morte repentina representou uma inestimável perda para o mundo do xadrez. E agora, como temos feito com todos os outros homenageados da série "Os reis sem coroa", vamos finalizar nossa matéria com o vídeo de uma magnífica partida jogada em 1940 entre Euwe e Keres, em que Keres força o abandono de Euwe com a ajuda de um arriscado sacrifício de dama!



quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

A PSICOLOGIA DE LASKER


"Esta anedota mostra que Lasker se preocupava mais com o jogador (jogo psicológico) que com as peças do tabuleiro. Uma vez, terminada uma partida no torneio de Nottingham, um espectador lhe perguntou o que teria ocorrido se ele houvesse tomado um cavalo que aparentemente seu adversário lhe presenteava. Lasker respondeu:
ㄧEstava jogando contra um mestre forte, e se o mestre forte pensa durante meia hora e joga uma peça que pode ser capturada, creio que não seria bom tomá-la e por isso a deixei tranquila".




(Extraído do livro O xadrez dos Grandes Mestres: 400 conselhos para melhorar seu nível enxadrístico. MANZANO, A. L.; GONZÁLEZ, J.M. Porto Alegre: Artmed, 2002).

EXERCÍCIO DE XADREZ 2


O ex-Campeão Mundial Boris Spassky sempre foi conhecido pelo seu estilo de jogo arrojado e de ataque, portanto propenso a sacrifícios. A posição do diagrama abaixo, retirada de uma partida jogada pela Bundersliga* em 1988, foi brilhantemente arrematada por ele. Qual é a continuação vencedora para as pretas? Tentem resolver daí que eu tento resolver daqui... boa sorte!


Andruet vs. Spassky - Jogam as negras e ganham


* Bundersliga = Liga de Xadrez da Alemanha.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

TORNEIO DE ESPERANÇA 2020 - PRÉ-INSCRIÇÕES COMEÇAM EM JANEIRO!


Segundo informações que nos foram passadas por Joaquim Virgolino Filho, organizador do tradicional Torneio Cidade de Esperança, a partir do mês de janeiro estarão abertas as pré-inscrições para o referido torneio, que está programado para ocorrer nos dias 25 e 26 de abril. A cada edição do Torneio de Esperança, o criativo Joaquim surpreende a comunidade enxadrística implementando algumas novidades, e, dessa forma, para a edição de 2020 foi anunciada uma promoção: a cada 10 pré-inscrições realizadas e devidamente pagas, a direção da prova irá sortear um pré-inscrito e devolverá a ele o valor pago. É isso mesmo que vocês leram, amigo(a)s: a cada 10 pré-inscritos, um deles terá a sorte de receber a gratuidade na inscrição. A promoção lançada por Joaquim também inclui um valor diferenciado para a taxa da pré-inscrição, que será de R$ 75,00, com direito a uma camisa do torneio. Esse é mais um incentivo para os interessados realizarem suas pré-inscrições já no mês de janeiro! Em breve voltaremos com novas informações sobre o Torneio de Esperança, o maior evento de xadrez do interior da Paraíba! Acompanhem as notícias sobre a competição aqui no blog Batalha de Mentes, para se manterem sempre bem informados. Até breve!



TORNEIO DE XADREZ PEDRO SOUTO - RESULTADO


O II Torneio de Xadrez Pedro Souto, cuja realização foi divulgada aqui no blog (ver folder abaixo), ocorreu no sábado, dia 14 de dezembro, na cidade de Baraúna-PB, uma das localidades de maior movimentação enxadrística no interior paraibano, graças ao abnegado trabalho do Prof. Fagner Lima e de outros aficionados e amantes do nobre jogo.




O texto a seguir foi retirado da página da ONG Nova Baraúna no Facebook, e nos traz informações acerca do resultado desse torneio. Confiram!

Na manhã deste sábado dia 14 de dezembro, dentro das comemorações dos 14 anos de fundação da ONG NOVA BARAÚNA, foi promovido o II Torneio “Pedro Souto”. Em sua 10ª Edição realizada pela entidade, o Torneio aconteceu na Escola Municipal de Ensino Fundamental Felipe Rodrigues de Lima, que fica em frente à Sede da ONG NOVA BARAÚNA. O torneio contou com a participação de 38 participantes, onde os participantes jogaram 6 rodadas no modo suíço, com tempo de reflexão de 15 minutos para cada.🏆🥇🥈🥉
 
Resultados:

Categoria absoluto
Eduardo Silva- Baraúna - Campeão
Leandro Confessor -
Picuí - 2° Lugar
Fagner Lima- Baraúna - 3° Lugar.

Categoria Sub-17
Carlos Janiel- Baraúna - Campeão.
David Gabriel- Baraúna - 2° Lugar
Wikson Lima - Baraúna - 3° lugar.

Categoria Feminino
Iranilza Silva- Baraúna - Campeã.
Ellen Silva - Jacaraú - 2° Lugar.
Jamile Silva - Frei Martinho - 3°lugar.

Categoria Sub12
Tiago - Frei Martinho - Campeão
Adrian - Baraúna - 2° lugar
Wendlly - Baraúna - 3° lugar.

Texto: José de Lima
Fotos: Adenison Santos


Parabenizamos os enxadristas de Baraúna-PB pela iniciativa de realizar esse bonito evento comemorativo, e vamos expor alguns registros fotográficos do torneio, também publicados no Facebook da ONG Nova Baraúna. Parabéns aos envolvidos e viva o xadrez do interior!








sábado, 14 de dezembro de 2019

PENSAMENTO DO DIA


"Ajude suas peças para que elas possam ajudá-lo" (Paul Morphy).


Paul Morphy (1837-1884)

VOCÊ SABIA?


Na postagem anterior, da Seção Memória, lembramos aos leitores a data em que se comemorou o 50º aniversário do genial Viswanathan Anand. Pois bem, vocês sabiam que Anand não é o sobrenome desse insigne enxadrista, e sim o seu nome de batismo? É isso mesmo. O seu verdadeiro sobrenome é Viswanathan! A inversão entre seu nome e sobrenome teve início quando ele começou a competir no exterior. A partir desse momento, as pessoas passaram a chamá-lo pelo seu prenome, talvez por acharem seu sobrenome longo e difícil de se pronunciar. O fato é que o GM hindu aceitou com naturalidade essa troca, e até hoje ele vem se apresentando como "Vishy" Anand, sem que isso tenha lhe causado o menor problema ou constrangimento, ao menos até onde se sabe.



Anand concedendo entrevista. À sua frente, há uma placa onde se lê o seu nome invertido

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

SEÇÃO MEMÓRIA


Hoje, dia 11 de dezembro de 2019, o GM indiano Viswanathan Anand completa meio século de vida! "Vishy" Anand, como também é conhecido, nasceu na cidade de Madras, no sudeste da Índia, no dia 11/12/1969, e construiu uma carreira brilhante, repleta de conquistas importantes. Começou a jogar xadrez aos 6 anos de idade, ensinado pela mãe. Sua ascensão foi meteórica: em 1987, aos 17 anos, sagrou-se Campeão Mundial Juvenil. Aos 18 anos, conquistou o título de Grande Mestre, o primeiro da história do seu país. Em 1990, tornou-se o primeiro indiano a se classificar para o Torneio de Candidatos, no qual atingiu as quartas-de-final, ao derrotar o soviético Alexey Dreev. Em 1992, obteve um dos seus maiores triunfos, ao vencer o fortíssimo Torneio de Reggio Emilia, na Itália, à frente de Karpov e Kasparov. Em 1993, venceu o Torneio Interzonal da PCA (Professional Chess Association), uma entidade enxadrística rival da FIDE, criada por Kasparov e Nigel Short. Em 1995, Anand venceu o Torneio de Candidatos em Las Palmas, derrotando Gata Kamsky e se classificando para enfrentar Kasparov na final do Campeonato do Mundo válido pela PCA.


Viswanathan Anand (1969 -      )


Anand envolveu-se em nada menos que 9 disputas pelo título mundial, um recorde que dificilmente será quebrado. Vamos a um resumo desses encontros: em 1995, jogando sob os auspícios da extinta PCA, ele perdeu a final do Campeonato do Mundo para Garry Kasparov, pelo placar de 10,5 x 7,5. Em 1998, agora já disputando o Campeonato Mundial da FIDE, o indiano é derrotado por Anatoli Karpov, por 5 x 3, em um match de 8 partidas, disputado na Suíça. Em 2000, Anand finalmente conquistaria a coroa mundial da FIDE após vencer Alexei Shirov pelo arrasador placar de 3,5 x 0,5, num match programado para 6 jogos. Ele defendeu seu título com sucesso em quatro oportunidades: em 2007, superou Vladimir Kramnik, dessa vez conquistando o título unificado de Campeão Mundial; em 2008, vence Kramnik novamente, pelo convincente placar de 4,5 x 1,5; em 2010, derrota o búlgaro Veselin Topalov pelo apertado placar de 6,5 x 5,5, e em 2012 triunfa perante o israelense Boris Gelfand, decidindo o match apenas na disputa das partidas rápidas, depois ter empatado todas as 12 partidas de ritmo clássico. Na disputa de 2013, Anand não resistiu ao ímpeto do genial desafiante Magnus Carlsen, que o venceu em um match de 10 partidas jogado em sua cidade natal, agora rebatizada de Chennai, arrebatando-lhe o título mundial. No ano seguinte (2014), ambos os adversários voltariam a se enfrentar, dessa vez em Sochi, na Rússia. Embora Anand tenha oferecido uma resistência um pouco maior nesse segundo match, ele foi novamente sobrepujado por Carlsen, por um placar de 6,5 x 4,5.

 
Anand e Carlsen se enfrentando pelo Campeonato Mundial de 2013


Um dos muitos feitos notáveis da carreira de Anand foi ter se mantido por mais de duas décadas na elite internacional, a maior parte desse período estando entre os 3 melhores do mundo. Seu sucesso nos tabuleiros o projetou à condição de celebridade na Índia, onde ele foi escolhido o "desportista do milênio", gozando de enorme prestígio. Dono de um vasto conhecimento da teoria de aberturas, graças à sua prodigiosa memória, seu estilo de jogo é caracterizado pela grande capacidade tática e pela profunda intuição. Anand possui ainda uma rara habilidade para jogar rapidamente, o que o fez se destacar na modalidade blitz. Atualmente, "Vishy" ocupa a posição de n.º 15 do ranking da FIDE (lista de dezembro/2019), com um rating clássico de 2757 pontos. Seu legado para o desenvolvimento do xadrez indiano é indiscutível: se hoje a Índia figura entre as três maiores potências do xadrez mundial, ao lado da Rússia e da China, isto se deve, em grande parte, à influência que nosso aniversariante do dia exerceu e ainda exerce entre os jovens do seu país. Parabéns, Anand! Muitas felicidades e vida longa para você!!

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

ENCARANDO AS DERROTAS NO XADREZ


Amigo(a)s, já que na nossa última postagem falamos a respeito de jogadores que adotaram uma postura reprovável diante das derrotas, aproveitamos a oportunidade para apresentar um interessante texto publicado no site do GM Rafael Leitão, que trata do assunto, e cujo título é: "Como lidar com as derrotas no xadrez?". Boa leitura!


COMO LIDAR COM AS DERROTAS NO XADREZ?

                                                 Por GM Rafael Leitão 


Assim como em qualquer outro esporte, no xadrez, para que haja a vitória de um dos jogadores, é necessário que seu adversário seja derrotado. Porém, o que fazer quando você não sai vitorioso de uma partida? Nesse post você descobrirá como lidar com as derrotas no xadrez. Confira!

Nunca abandone um torneio

 

Quem nunca pensou em abandonar um torneio após perder uma ou algumas partidas? No entanto, mesmo que essa ideia passe pela sua cabeça, demova-a imediatamente.
Um jogador forte encara as situações adversas de cabeça erguida. Mesmo que seu jogo siga sem fluir, persista. A situação somente se reverterá se você continuar tentando melhorar, tentando ganhar! Não se esqueça que um péssimo torneio com uma boa vitória no final lhe dará confiança e ânimo para os próximos desafios. E mesmo que essa tão desejada vitória não venha, você poderá se olhar no espelho com a certeza que deu o seu máximo. E não é só! Ao retornar à sua rotina, continue seus treinos. Um desempenho ruim em um torneio deve ser visto como um estímulo ao seus estudos, porque não há como se tornar um bom enxadrista desistindo a cada derrota e abandonando o treinamento.

Encare a situação com maturidade

 

Entender que você é um enxadrista em constante evolução, independentemente do nível de profissionalismo ou amadorismo que você tenha, é um sinal de maturidade em relação ao esporte e às suas próprias expectativas. Não esqueça que perder faz parte do jogo e é, em determinadas situações, inevitável.
Portanto, como diz o ditado, “se a vida te der limões, faça uma limonada!”
Amadurecer como jogador é aceitar que em algum momento você vai perder uma partida e que você precisa aprender com ela, porque o estudo e a análise de suas partidas, com foco principalmente em seus erros e pontos fracos, é o que o levará a evoluir dentro do xadrez. Uma forma de encarar as derrotas com maturidade, então, é estudá-las para que os erros que o levaram a perder uma disputa não tornem a acontecer. 

Admita a derrota

 

É importante admitir que a derrota aconteceu, em vez de ignorá-la ou, ainda, evitar tocar nesse assunto. Há jogadores que têm a confiança abalada e abandonam um torneio após alguma derrota significativa, e outros que continuam jogando normalmente.
Isso não significa que esses jogadores que continuam no torneio estejam ignorando o fato de que foram derrotados; pelo contrário, permanecer na disputa mesmo após contratempos é uma forma de admitir que o comprometimento de um enxadrista com esse esporte vai além do resultado pontual de determinadas partidas.
Acredite: Admitir a derrota e encará-la de frente vai torná-lo um jogador mentalmente mais forte!

Entenda os imprevistos e livre-se da culpa

 

A culpa é uma reação normal à derrota e pode atrapalhar em muitos pontos a carreira de um enxadrista. Porém, é importante entender que no universo do xadrez, apesar da extrema importância do raciocínio lógico e do treino, não se está livre de imprevistos.
Seu adversário pode estar em um dia mais inspirado, enquanto você pode estar vindo de uma sequência de partidas não tão boas; você pode estar fisicamente menos disposto que o outro jogador; entre vários outros fatores. É importante que você entenda que a derrota é um componente do esporte, e que não há motivos para se sentir culpado em situações como essa. Pelo contrário, o momento da derrota pode ser uma grande chance de aprendizagem e de mudança de estratégias.




 

domingo, 8 de dezembro de 2019

OS PIORES PERDEDORES NA HISTÓRIA DO XADREZ


"Mike Fox e Richard James, em seu agradável livro The Even More Complete Chess Addict (publicado pela editora Faber and Faber), nomeiam os seguintes três candidatos para o título de 'pior perdedor na história do xadrez'. Em suas próprias palavras:

Com o bronze: O antigo campeão mundial, Alexander Alekhine, um perdedor notoriamente temperamental. Em Viena, em 1922, Alekhine se confrontou de maneira espetacular contra Ernst Grunfeld ao arremessar o rei deste para o outro lado da rua.
Na posição da medalha de prata: Outro famoso perdedor, Aaron Nimzowitsch. Em um torneio de xadrez relâmpago em Berlim, ele disse, em voz alta, o que todo mundo já sentiu pelo menos uma vez. Em vez de silenciosamente virar o seu rei, Nimzo subiu em sua cadeira e gritou para o salão de torneio: “Por que eu tenho que perder para este idiota?” Não é legal, mas todo mundo conhece esse sentimento.
A medalha de ouro, além do prêmio John McEnroe de mau comportamento em um torneio: O jogador dinamarquês menos conhecido (relatado em Chess Scene e que não recebeu nome), que perdeu devido a um corte em seu dedo envolvendo sua rainha. Incapaz de conter o seu desespero, ele entrou de fininho no local do torneio na calada da noite e cortou a cabeça de todas as rainhas".

(Trecho extraído do livro Xadrez para leigos. EADE, James. Rio de Janeiro: Alta Books Editora, 2010).

 
Nimzovitsch tinha fama de mau perdedor